quinta-feira, 27 de março de 2014
Dançar é libertador !!!
Dançar, é libertador!!!
Quando calçamos nossas sapatilhas, abrimos um universo de possibilidades de autoconhecimento. O movimento que antes habitava no silêncio do corpo, agora explode, trazendo consigo toda a Psique a mostrar-se publicamente à aqueles que compartilharem este desvendar heróico.
Para os que veem, o bailarino cria um ideal de beleza e leveza, que faz com que a Esperança do Belo habite neste observador.
Para o bailarino, a beleza e a leveza são o resultado do repetir, do doer-se todo, do refazer-se a cada salto, a cada queda, a cada drama, a cada gesto na busca da perfeição.
Ambos libertam-se: os que veem e os que dançam, cada um utilizando um processo de busca e encontro com sua intimidade psiquica.
Dancemos!!! ao acionarmos nossos músculos e tendões, nossos desejos e anseios...
Dancemos!!! ao permitirmo-nos nos deleitar com os saltos, os giros daqueles que espelham nosso desejo de nos libertarmos de nós, e do que emocionalmente nos aprisiona.
Então...Louvemos a dança
"Eu louvo a Dança,
pois ela liberta as pessoas,
unindo os dispersos em comunidade.
Eu louvo a Dança,
que requer muito empenho,
que fortalece a saúde, o espírito, iluminando-o
transmutando o homem em uma alma alada.
Dança é mudança do espaço, do tempo,
do perigo contínuo de dissolver-se
e tornar-se somente cérebro, vontade ou sentimento.
A Dança requer o homem libertado,
ondulado no equilíbrio das coisas.
Por isso eu louvo a Dança.
A Dança exige o homem
todo ancorado em seu centro
para que não se torne, pelos desejos desregrados,
possesso de pessoas e coisas,
e aranca-o da demonia
de viver trancado em si mesmo.
Ó homem, aprende a Dançar!
Caso contrário, os anjos não saberão
o que fazer contigo."
Santo Agostinho
terça-feira, 25 de março de 2014
"Memórias, sonhos e reflexões" Carl Gustav Jung
As circunstâncias exteriores não podem substituir as de ordem interior. Eis porque minha vida sempre foi pobre em acontecimentos exteriores. Não me estenderei sobre eles, pois isto me pareceria vazio e imponderável. Só posso compreender-me através das ocorrências interiores. São aquelas que constituem a particularidade de minha vida..." Jung
É justamente neste lugar, o das ocorrências interiores, onde nos tecemos a nós mesmos, onde nos tornamos proprietários de nós, de nossos desejos, onde enfrentamos nossos medos e ambiguidades que a Psicologia e o Ballet encontram-se...o lugar das ocorrências interiores. O Psicólogo(a) e o Bailarino(a), dançam de encontro a seus próprios inconscientes e ao inconsciente de todos que gravitam a seu redor. Embelezam, empolgam, emocionam, geram transformações...
Este blog tem por finalidade, compartilhar este universo de união entre Psicologia e Ballet com citações, dicas e tudo mais que for possível compartilhar com aqueles que se interessem por uma, outra ou ambas e tudo que delas possa derivar...abraços, Rosangela
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